Parentalidade x Ego

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Como pais é difícil não ser egóico. Só por dizermos "Esse é o meu filho", entramos no ego. Na verdade, raramente não estamos no ego quando se trata de nossos filhos, pois não há nada que tomemos mais pessoalmente do que como se saem no colégio, como eles se parecem, com quem se casam, onde moram, como ganham a vida. Poucos pais permitem que os filhos existam sem vê-los como uma extensão do seu próprio ego.  

 

Muitos de nós caímos na armadilha de permitir que o nosso sentido de valor fique emanharado com o comportamento de nossos filhos. Quando eles se comportam de um modo que não é a norma, nos sentimos pessoalmente responsáveis. Incapazes de separar nosso ego da situação, exageramos o comportamento deles. 

 

Nenhum de nós gosta de ser visto como um pai ou uma mãe incompetente. Nosso ego precisa que sejamos vistos como um pai/mãe superlativo. Sempre que nos sentimos menos perfeitos do que desejaríamos ser, ficamos ansiosos porque acreditamos que "decaímos" aos olhos dos outros. Então reagimos de um modo emocional. 

 

Se nos libertarmos de nosso ego e simplesmente observarmos o desenvolvimento de nossos filhos conforme a vida espontaneamente os livra dele, eles se tornam nossos professores. Em outras palavras, viver autenticamente nos permite deixar de olhar nossos filhos como telas em branco nas quais podemos projetar nossa imagem de que deveriam ser, vendo-os em vez disso como companheiros de viagem na jornada, mudando-nos tanto quanto nós os estamos mudando. 

 

Você pode abandonar o incansável impulso de fazer seus filhos extensões de si mesmo? Está disposto a incentivar neles o espaço interno que os possibilitará florescerem livres das suas necessidades de projetar neles a sua vontade? 

 

Para isso acontecer, você vai precisar criar um espaço interior dentro de si mesmo que esteja livre da tendência de possuir e controlar. Somente então pode enfrentar seus filhos como realmente são, não como você deseja que sejam, aceitando-os plenamente sem apego a qualquer visão que possa ter para eles. 

 

Quando você se relaciona com seus filhos respeitando quem eles são a qualquer momento, você os ensina a respeitar a si mesmos. Se, por outro lado, procura mudá-los do seu estado presente, alterando o comportamento deles para satisfazer sua aprovação, você transmite a mensagem de que o ser autêntico deles é inadequado. O resultado é que seus filhos começam a adotar uma persona, que os afasta de quem realmente são. 

 

 

Abandonar o apego à sua visão de parentalidade e o desejo de escrever o futuro do seu filho é a mais dura morte psíquica que se pode suportar. Ela exige que você largue todas as agendas anteriores e entre num estado de puro desprendimento e rendição. Pede que você se prive de suas fantasias de como pensava que seu filho seria, reagindo em vez disso à verdadeira criança na sua frente. 

 

 

 

 

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17 Jun 2020

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