A regra sobre regras

 

 

Quando o problema não é uma questão de vida ou morte, mas insistimos no nosso modo de fazer as coisas, podemos imaginar que estamos ensinando nossos filhos a respeitar regras, enquanto na realidade os estamos ensinando a ser como nós - rígidos e inflexíveis. É por isso que o conflito não para. 

 

Na nossa ansiedade, às vezes nos tornamos rígidos demais sem que seja essa a nossa intenção. Movidos pelo medo de perder o controle e ser dominados por nossos filhos, nos tornamos extremamente severos. Então tratamos até o desafio saudável como um sinal de desobediência, uma brecha na nossa autoridade.  

 

Não pode ser tudo uma regra. Uma casa com regras demais simplesmente virá abaixo um dia. Filhos criados com uma quantidade indevida de regras, com espaço livre insuficiente para explorar, experimentar, provavelmente vão oscilar para o lado rebelde, incapazes de metabolizar por mais tempo a rigidez de seus pais. 

 

Existe uma diferença entre regras principais e regras flexíveis. Entre as regras principais estão: respeito pela autoridade dos pais quanto à hora de dormir, aos deveres de casa, refeições, hora de acordar e assim por diante; respeito pela autoridade dos pais quando eles dizem "não; respeito por si mesmos, incluindo permanecer em segurança; e um tom e uma atitude respeitosos para com os outros. 

 

Regras flexíveis são todas as que não fazem nenhuma diferença real para a noção de bem-estar ou saúde de uma criança. Uma vez tendo estabelecidos as regras principais, tanto pais como filhos precisam contribuir para a lista de regras flexíveis, que podem ser discutidas e mutuamente acordadas. 

 

Mais do que as regras principais, são as flexíveis que ensinam aos nossos filhos lições importantes porque lhe dão uma oportunidade de expressar suas opiniões. Quando negociamos regras flexíveis com nossos filhos, mostramos flexibilidade e simultaneamente servimos de modelo para uma disposição a aprender lições emocionais com eles.

 

Largamos a nossa agenda "perfeita" e aprendemos a respeito do nosso eu imperfeito. Isso nos liberta para assumirmos uma abordagem mais branda, para que situações potencialmente estressantes possam então ser resolvidas com criatividade e de forma divertida. 

 

 

Fonte: Pais e Mães Conscientes 

Shefali Tsabary

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17 Jun 2020

12 Feb 2020

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