5 fatos sobre a amamentação

June 13, 2016

 

Amamentação e suas emoções: 5 detalhes que você precisa saber!

“Ser mãe é padecer no paraíso”. Quem nunca ouviu essa frase? É como dizer que ser mãe é sofrer e ser feliz ao mesmo tempo. É enfrentar dificuldades vivendo momentos de felicidade plena. E é assim mesmo, num sobe e desce de emoções que a gente aprende o que é ser mãe. E eis o maior desafio (na minha opinião) da maternidade após o parto: a amamentação. Baseada no tal “sobe e desce”, resolvi fazer uma lista pontuando partes terríveis e boas sobre ela. Tenho certeza que em algum ponto você vai se identificar!

 

1 – “Bebê nasceu, o leite desceu”

Amiga, só é assim nos filmes. Em geral, o que desce primeiramente é o colostro, um

líquidozinho precioso, cheio de vitaminas e que vai deixar o recém-nascido protegido. Uma verdadeira vacina. Dependendo do parto, o leite materno em si só desce mesmo depois de alguns dias, isso depois do bebê sugar muito. A parte terrível é que até lá seu mamilo pode sofrer rachaduras e doer muito. Comigo levou cerca de seis dias pro leite descer mesmo e 14 dias de agonia com o mamilo rachado. A parte boa é que passa! E a melhor ainda é que nem todas passam por isso, ou seja, você pode ser contemplada com essa vantagem. Há diferenças também de acordo com o tipo de parto, já que quando o parto é normal o leite tende a “descer” mais depressa (às vezes de imediato).

 

2 – De hora em hora

Igual resultado de Tele-Sena. É assim que os bebezinhos que acabaram de chegar ao mundo mamam. O intervalo pode ser até menor no começo. Isso acontece porque o estômago de um bebê de apenas três dias é do tamanho de uma noz, comportando cerca de 25 ml. Ao fim do primeiro mês de vida já se compara ao tamanho de um ovo grande, com capacidade de até 150 ml. Por isso é eles mamam um pouquinho toda hora. A parte terrível é que esse “de hora em hora” segue madrugada a dentro, então dormir é uma coisa que você tem que desapegar quando filho nasce. Cada um é de um jeito, o seu prato de comida é de um tamanho e o meu é de outro. Com os bebês também é assim, cada um tem um tamanho de fome diferente. Por isso tem criança que simplesmente não consegue desapegar das tais mamadas noturnas. A parte boa é que é possível fazer a criança largar (mas não é regra, como eu disse). Com tempo, determinação e paciência você consegue. Mas sem deixar o bebê chorando no berço, isso é horrível! Ele precisa de carinho e colo e não se sentir abandonado pelos pais. Há várias dicas na internet que podem te ajudar. Vi uns vídeos no YouTube e com 45 dias minha filha já dormia a noite inteira, com a última mamada às 22h e a primeira às 6h, 7h. Mas lembre-se, estamos falando de bebês (e não robôs) e pode ser que um dia ou outro ele acorde de madrugada e precise ser amamentado.

 

3 – Tchau guarda-roupas

Sim, seu estilo vai mudar um pouco, pelo menos nos seis primeiros meses do bebê, período em que a amamentação deve ser exclusiva. Em casa dá pra se virar, mas pra sair você vai ver seu lindo e fashion guarda-roupas se transformar em uma seleção de sutiãs de amamentação (que são feios mesmo) e roupas de botão/zíper. A parte terrível é que se tiver um casamento ou outro evento formal pra ir levando o bebê vai ser meio complicado com o vestido de festa. Além disso, você vai mesmo sentir saudades das suas roupas e se cansar das que está usando. A parte boa é que você não precisa ficar hoooras escolhendo a roupa que vai usar (HÁ!)! Mas isso não é regra, ok? Tem muita mamãe que não abriu mão das suas roupas e consegue se

virar muito bem pra amamentar. É uma questão de adaptação.

 

4 – Em qualquer hora e qualquer lugar

Já falei que os bebês mamam toda hora no começo, mas mesmo após o seu crescimento o ideal é que a amamentação aconteça em livre demanda, ou seja, o bebê mama o quanto e quando quiser. O tempo da mamada é importante porque o leite materno é composto por duas fases: na sua primeira metade é mais claro, cheio de água e hidrata o bebê; e na sua segunda metade é mais branco, rico em gorduras e ajuda a engordar e saciar o bebê. Então, se o neném mama só um pouquinho não vai alcançar a parte gordurosa do leite e vai acabar não ganhando o peso necessário nem ficando saciado. Por isso também é importante o revezamento das mamas (começar na próxima mamada pelo seio que terminou na última), assim é mais garantido. Converse com o pediatra para mais esclarecimentos sobre esse assunto. A parte terrível é que você não vai ficar só em casa, então é preciso estar preparada para amamentar em qualquer lugar (restaurantes, shoppings, dentro do carro, etc). É difícil, principalmente no começo (e pra quem é de primeira viagem) não ficar constrangida, mas logo você se acostuma. O importante é alimentar o bebê. A parte boa é que o leite materno tá pronto, na medida e temperatura ideal – não precisa carregar aquele kit todo com fórmula, mamadeira, água, sofrer pra esquentar, etc. Além disso, vários estabelecimentos das grandes cidades já contam atualmente com espaços próprios para amamentação, uma extensão dos antigos fraldários. Não que você deva se esconder (sou contra isso!), mas sentar numa poltrona confortável e longe do barulho da multidão vai te ajudar a amamentar seu bebê com mais tranqüilidade.

 

5 – O seu leite é o que você come

Seja doce, salgado, colorido, tenha álcool ou gás – quase tudo vai pro seu leite. Então tem que abrir mão de muita coisa mesmo, principalmente no começo quando o sistema digestivo da criança é muito sensível e ainda está se adaptando ao leite materno (e pode resultar em dolorosas cólicas). A parte terrível é ter de abrir mão de muita coisa na sua alimentação! É bom pensar antes de comer aquele chocolate ou uma pratada de feijoada, ambos podem causar gases no seu bebê (apesar de alguns médicos dizerem que isso é mito, melhor não arriscar). Álcool então, nem pensar. Uma tacinha de vinho e olhe lá, mas claro, com a devida liberação médica. A parte boa é que assim você aproveita pra fazer AQUELA dieta, só a base de frutas e legumes, tudo pensando no seu bebê. Seu corpo vai agradecer e sua saúde também. 

 

Fora a listinha acima, tem algumas coisas que devemos lembrar sobre amamentação:

- O leite materno é um alimento completíssimo, possui alta disponibilidade de ferro, sendo assim, um forte alimento contra a anemia. Por conta disso, inclusive, ele pode ser oferecido à criança após as refeições, por ajudar na absorção do ferro pelo organismo (devido à concentração de lactoferrina). Ao contrário do leite de vaca (e seus derivados, incluindo as fórmulas), que deve ser evitado após as refeições, pois o cálcio pode atrapalhar na absorção do ferro.

 

- O leite materno é um ótimo “medicamento” para o seu bebê se ele estiver doentinho. Afinal, ele “muda”, se adapta conforme a necessidade. Estudos indicam que quando o bebê mama cria-se um vácuo através do qual a saliva do bebê entra no mamilo da mãe. Acredita-se então que os receptores da glândula mamária reconhecem as bactérias e vírus encontradas na saliva do bebê e, se identificarem algo errado (ou seja, se o bebê está doente, ou lutando contra uma infecção), o corpo da mãe vai realmente mudar a composição imunológica do leite, adequando-o à doença que o bebê apresenta e produzindo anticorpos específicos para combatê-la. Além, claro, de ser um alento psicológico e afetivo incrível.

 

- Especialistas recomendam que a criança seja amamentada até os dois anos de idade. Nem todo mundo consegue – a rotina das mamães modernas que trabalham fora, principalmente, acaba impedindo que isso aconteça. Então, pelo menos até os seis meses, período em que a amamentação deve ser exclusiva (sem a inclusão de nenhum outro alimento, inclusive água), ela deve ser preconizada. Assim você garante proteção e nutrição pro seu bebê de graça. Mas vale o esforço pra estender a amamentação. Retirar o leite e deixar para quem estiver cuidando alimentar o bebê ou negociar com a empresa intervalos para amamentar são algumas das possíveis soluções.

 

- Nem todo mundo consegue amamentar e isso não é nenhum crime. O lado bom é que a indústria alimentícia (com o devido acompanhamento das organizações de saúde) já desenvolveu alimentos que podem substituir o leite materno em muitos casos em que a amamentação não é possível. Então, nada de se culpar, pense apenas em fazer o melhor que puder pelo seu bebê.

 

- Mesmo que a amamentação em livre demanda seja o ideal, não foi o que eu fiz. Eu estabeleci uma rotina de mamadas pra minha filha (não com tempo de mamada, apenas intervalos) e acabou rolando bem. A rotina nos ajudou a passar bem para a introdução alimentar e pela separação quando eu retornei ao trabalho (quando ela passou a mamar apenas ao acordar e ao dormir). Claro, tudo foi acompanhado pelo pediatra e ela nunca esteve abaixo do peso.

 

É isso! Tem alguma curiosidade? Informação extra? Experiência que queira compartilhar? Então conta aí nos comentários.

 

Eu sou Camila Mitye, jornalista e mãe de primeira viagem da pequena Angra, que está prestes a completar um ano de fofura, e com muita alegria escrevi este texto a convite do “Apenas Mãe”.

 

 

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