Trechos do livro: Crianças francesas não fazem manha

April 29, 2016

 

Eu sempre amei ler e depois que me tornei mãe deixei esse hábito um pouco de lado. Resolvi voltar ao mundo dos livros lendo esse que divide opiniões, pois trás à tona alguns assuntos delicados relacionados à maternidade. O livro fala de toda uma construção na educação dos filhos que se dá desde os primeiros dias. Nele a autora fala sobre o sono do bebê, regras na alimentação, regras sociais, limites, entre tantos outros assuntos.

 

Eu particularmente gostei bastante afinal, trabalhei por anos em escola e vejo como a falta de limites pode ser prejudicial à formação do caráter da criança. Como mãe e pedagoga em formação, tenho a intenção de estabelecer limites e regras na criação da minha filha.

 

Deixo algumas frases retiradas do livro para a reflexão:

 

“Os pais franceses são muito preocupados com os filhos, tomam precauções lógicas. Mas não vivem em pânico pelo bem-estar dos filhos. Essa aparência mais calma os torna melhores tanto em estabelecer limites quanto em dar autonomia a eles.”

“O segredo de as crianças francesas raramente choramingarem ou terem crise de birra é que elas desenvolveram os recursos internos para lidar com a frustração. Não esperam obter o que querem instantaneamente.”

“A melhor maneira de fazer uma criança feliz é frustrando-a , a criança precisa aprender desde cedo que não está sozinha no mundo e que tem uma hora pra tudo”

“Ceder às crianças desperta um ciclo perigoso, se as crianças têm a experiência de que, quando você manda esperar, se elas gritarem, a mamãe vem correndo e a espera acaba, elas vão rapidamente aprender a não esperar. A não espera, o grito, a continuidade do ato e o choro estão sendo recompensados.”

“Os pais franceses não se preocupam se vão prejudicar os filhos ao frustrá-los. Ao contrário, eles acham que os filhos serão prejudicados se não conseguirem lidar com as frustrações como uma habilidade essencial de vida. Os filhos tem que aprender. Os pais seriam negligentes se não ensinassem.”

 

“Sabe qual a maneira mais certa de deixar seu filho infeliz? É acostumá-lo a receber tudo. Como seus desejos crescem constantemente devido à facilidade em satisfazê-los, mais cedo ou mais tarde a impotência vai forçar você, contra sua vontade, a acabar negando. Essa recusa a qual não está acostumado vai atormentá-lo mais do que ser privado dos seus desejos.”

“Se, ao cuidar do seu filho demais, você os poupa de todo o tipo de desconforto, você está preparando grandes sofrimentos para eles.”

“As mães francesas não apenas se permitem ter tempo de folga, elas também se permitem um afastamento mental dos filhos. A mensagem social dominante é que, enquanto ser pai e mãe é muito importante, isso não deve suprimir os outros papéis da pessoa.”

“A diferença é que as mães francesas não valorizam a culpa. Ao contrário, elas a consideram não saudável e desagradável e procuram bani-la. Elas lembram umas às outras que a mãe perfeita não existe.”

“O que realmente fortifica as mulheres francesas contra a culpa é a convicção de que não é saudável para as mães e para as crianças passarem o tempo todo juntas. Se seu filho é seu único objetivo de vida, isso não é bom para criança.”

“Se você dá escolhas demais, ela não se sente segura, você precisa mostrar para a criança que as coisas são assim e que não é um jeito bom ou ruim, apenas é assim. É um gesto simples, mas é o princípio de tudo, tem certas coisas que você não precisa explicar.”

“Nos EUA, todos aceitam que, quando se têm filhos seu tempo não é mais seu, mas os filhos precisam entender que não são o centro das atenções, precisam entender que o mundo não gira ao redor deles.”

“Faça com que sua recusa seja irrevogável, não deixe que nenhuma súplica amoleça seu coração; que o seu não, depois de dito, seja uma parede de metal contra a qual a criança pode gastar toda sua força cinco ou seis vezes, mas no final pare de tentar superá-la. Assim, você vai torna-la paciente, tranquila, calma e resignada, mesmo quando não tem tudo que quer.”

“Estou começando a desconfiar que os pais franceses podem estar certos em elogiar menos. Talvez percebam que aquelas pequenas ondas de prazer que as crianças sentem cada vez que os adultos dizem “muito bem” poderiam, se forem muito frequentes, deixar as crianças viciadas em feedback positivo. Se as crianças têm certeza de que serão elogiadas independentemente do que fizerem, não vão precisar se esforçar muito, serão elogiadas de qualquer modo.”

 

 

 

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